Pesquisadores alertam a fragilidade dos oceanos no Dia Mundial dos Oceanos

No Dia Mundial dos Oceanos, data comemorada no dia 8 junho, pesquisadores lembram da grande importância dos rios, mares e oceanos para a vida humana e de todos os outros seres vivos no planeta que por muitos, ainda é subestimada. Mesmo que os oceanos possuam condições de absorver 93% de todo o gás carbônico do planeta, esse potencial de absorção está comprometido pela atividade humana. De acordo com dados lançados pelo site de pesquisa Fish Count, são capturados e abatidos entre 790 bilhões e 2,3 trilhões de peixes todos os anos.

Os impactos negativos da pesca predatória já é discutido por especialistas há anos, dentre eles, os pesquisadores D. Pauly e Villy Christensen, ambos da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, que já estão há anos alertando para os riscos da pesca excessiva e como ela pode desestabilizar o ecossistema do planeta. A interferência do homem nos oceanos é muito assídua, e a pesca modifica de forma bastante profunda a cadeia trófica, a fluidez da biomassa e da energia do ecossistema. Além disso, essa interferência humana pode destruir a topografia dos habitats.

Para deixar o cenário pior, além da pesca, são despejados aproximadamente 400 milhões de toneladas de produtos químicos do tipo lama tóxica, solventes e dejetos industriais nos rios, mares e oceanos, de acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas). Somado a esses tipos de produtos, também são despejados fertilizantes em uma área equivalente a 245 mil quilômetros quadrados, responsável por mais de 400 zonas mortas no oceano.

Ao decorrer de uma de suas campanhas em prol do meio ambiente e dos oceanos, a Sea Shepherd, uma organização de conservação especializada na vida marinha, observou que uma simples sacola plástica que aos olhos de muitos parece inofensiva, é responsável pela morte de vários animais marinhos por asfixia nos mares e oceanos do mundo todo.

Um dos problemas recentes é o grande número de máscaras descartáveis e luvas descartadas de forma incorreta, que vão parar em praias, mares e oceanos. Devido ao surgimento do surto de coronavírus na Ásia e logo em seguida o surto do vírus ao redor do mundo, a quantidade de máscaras descartadas de forma incorreta foram notícias entre março e abril deste ano, mostrando o descarte incorreto do produto próximo a Hong Kong.

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