Banco Central do Brasil registra recuo de 9,73% na economia em abril de 2020

De acordo com notícias divulgadas no dia 18 de junho deste ano pelo BC (Banco Central), o nível de atividade econômica no Brasil teve um recuo de 9,73% em abril. Os dados foram levantados por meio do indicador IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do BC. O indicador utilizado para medir o recuo da atividade econômica no país considerou uma comparação de dados com o mês anterior, além de ser utilizado como uma importante prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Esse resultado reflete consideravelmente os efeitos negativos da pandemia de covid-19 na economia brasileira, que foram mais sentidos a partir da segunda quinzena do mês de março deste ano. Os números divulgados foram calculados depois do ajuste sazonal, servindo de compensação na comparação entre os períodos avaliados. Segundo informou o BC, esse recuo foi o maior observado por meio do indicador desde o começo da série histórica, iniciada em janeiro de 2003, algo inédito nos 17 anos de observação do indicador.

Março de 2020 foi o primeiro mês de impacto negativo na economia devido à pandemia de coronavírus, e o IBC-Br já havia registrado uma forte retração de 6,16% ao comparar os resultados obtidos no mês com fevereiro deste ano. Anterior a isso, o recuo de -3,96% registrado em maio de 2018 foi considerado o maior antes da pandemia de coronavírus.

Na comparação realizada com o mês de abril de 2019, o BC explica que o índice de atividade econômica teve uma forte queda de 15,09%. Neste novo resultado, o cálculo estabelecido não considerou o ajuste sazonal, considerando períodos iguais.

No acumulado entre janeiro e abril deste ano, o banco explica que o índice apontou um recuo de 4,15%. Já no acumulado dos últimos 12 meses até abril deste ano, a queda apontada pelo indicador foi de 0,52% antes da divulgação do PIB – sem o ajuste sazonal.

No dia 13 de maio deste ano, foram divulgadas estimativas de recuo de 4,7% do PIB de 2020, considerando como base as medidas de isolamento social que deixaram de ser rigorosas no final do mesmo mês.

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