Grande blogueiro americano vê 90% dos acessos de seu site caírem

O americano Matthew Kepnes, 38, tem um grande blog de viagens que recebia mais de 1,5 milhão de acessos por mês. O blogueiro viu mudanças drásticas depois do início da pandemia do coronavírus. As notícias se espalhavam em uma velocidade rápida sobre os perigos de morte que uma pessoa infectada pode sofrer. Em decorrência da interrupção dos serviços de viagem, Matthew viu o seu blog perder 90% dos acessos.

Quando estava em fevereiro, em Taiwan, o blogueiro começou a sentir a seriedade do vírus. O país em que estava, tentava impedir a pandemia sem isolamento social, o que causou diversas polêmicas sobre a medida que afetam a economia.

Depois que saiu da Ásia, ficou poucos dias em Paris, parou em Nova York e finalmente chegou em Austin, capital do Texas. Quando já estava em casa, vieram os sintomas típicos do coronavírus: febre, dores no corpo, tosse forte e mal-estar. Ele pagou o teste do exame que custou 40 dólares em um hospital particular. A confirmação da doença veio no dia 15 de março. Antes do exame, Austin afirma que não foi fácil encontrar informação sobre os procedimentos adequados em caso de infecção.

O blogueiro é autor do livro How To Travel The World on $50 a Day – Travel Cheaper, Longer, Smarter, que já foi best-seller do New York Times. O seu faturamento anual como blogueiro é de aproximadamente US$ 750 mil, segundo a prestigiada revista Forbes. A renda vem principalmente de marketing de afiliados, que fazem parte das reservas de hotéis e voos, aluguel de carros, seguros, entre outros ganhos.

O blog de Matthew teve uma queda brusca, por isso, os custos da manutenção estão sendo enxugados para suportar as despesas até o final do verão, que no hemisfério norte vai até setembro. Enquanto não é possível mostrar a viagem mais recente, o blog vai contando histórias de viagens que já aconteceram para inspirar os visitantes da página.

O blog Nomadic Matt está lançando um plano mensal de US$ 3 a US$ 10 para proporcionar acessos a postagem inéditas, lives, entrada grátis a conferências, guias de viagem, entre outras vantagens para reduzir o impacto negativo nas finanças.

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