Cancelamentos de viagens perderão força com os avanços dos dias

Ninguém quer adiar aquela sonhada viagem, muito menos as companhias aéreas que lucram com cada passageiro em seus voos. Antes as empresas cobravam por cada excesso de bagagem que os passageiros levavam, muitos tomavam sustos pelos preços cobrados e até mesmo pela falta de informação sobre as cobranças. Hoje as empresas aéreas lamentam a crise do coronavírus porque nem excesso de bagagem, nem passageiro estão dando lucro.

De acordo com a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), a crise do coronavírus teve um impacto no turismo de R$ 3,9 bilhões de reais, aproximadamente 25% do que foi faturado no ano passado. No Brasil, a associação é responsável por 90% das viagens destinadas a lazer.

Desde que a quarentena teve o seu início do mês de março, os negócios começaram a parar, o que afetou drasticamente as vendas. O setor de turismo, então, se tornou um dos ramos mais prejudicados na crise.

Os dados da associação revelam más notícias, pois 45% das empresas tiveram 10% do faturamento que foi registrado no mês de março do ano passado. Outros 45% das empresas não conseguiram fechar uma venda no mesmo mês. Apesar das quedas nas vendas, no início do mês alguns destinos permaneceram sendo buscados, os internacionais foram proibidos em alguns países. 98% das empresas tiveram que amargar cancelamentos e mais de um terço tiveram o impacto negativo alto de cancelamentos, chegando de 75% a 100%.

Aproximadamente um terço dos clientes receberam reembolso dos serviços cancelados à vista, alguns terão que receber em um tempo de carência o reembolso, enquanto outros tiveram que optar por uma carta de crédito, e 10% receberá de maneira parcelada ou negociada. As renegociações tiveram conclusões amigáveis em 96% dos casos, o que dispensou a intermediação de órgãos como o Senacon e o Procon.

Previsões sobre o coronavírus esperam que tudo esteja normalizado a partir de agosto, no entanto, essa avaliação pode mudar para melhor. Os cancelamentos de viagens podem permanecer com 26,9% das reservas para o segundo semestre de 2020. Em 2021, o nível cai para 3,8%. Depois da crise, a tendência é a procura reprimida volte a alavancar o setor do ramo turístico.

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