Estudo sugere que anticorpos da dengue formam defesa contra o vírus da zika

Um novo estudo divulgado na revista Science revelou que pessoas que já foram diagnosticadas com dengue podem ter menos chances de contrair a infecção causada pelo vírus da zika. O estudo é um grande avanço sobre como o vírus da zika age no corpo, tendo sido liderado por Ernesto T. A. Marques, médico brasileiro que atua na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Nas notícias divulgadas, o médico brasileiro revelou sobre o estudo: “Em nosso estudo, vimos que pessoas com grande concentração de anticorpos contra o vírus da dengue também apresentam uma defesa em relação a infecção causada pelo vírus da zika. Comparado as pessoas que não tiveram dengue, os pacientes com altos níveis de anticorpos contra a doença tinham menos chances de serem infectadas pelo vírus da zika”.

O estudo é muito importante porque ele pode oferecer parâmetros para que os pesquisadores desenvolvam vacinas que possam prevenir o zika. De acordo com Marques, esse resultado indica que uma vacina contra a dengue poderia fornecer mesmo que de forma temporária uma proteção contro o vírus da zika. O resultado ainda proporciona uma perspectiva de prevenir a síndrome congênita do zika, mais conhecida como microcefalia.

Mesmo com os dados levantados pelo estudo, Marques salienta que é necessário provar todas as teorias para que o plano de prevenção seja colocado em prática. Se as teorias se mostraram reais, será possível se proteger do zika com uma simples vacina contra dengue.

Embora os anticorpos contra a dengue mostrem resistência contra do vírus da zika, as vacinas que existem atualmente só podem ser administradas em pessoas que já tiveram dengue. Ou seja, quem ainda nunca teve a doença não deve tomar a vacina contra dengue, o que vai contra a teoria do estudo que é a de imunizar principalmente as pessoas que nunca tiveram dengue, considerando que as pessoas que já tiveram dengue possuem alto nível de imunidade contra a doença.

Além desses dados, o estudo ainda revelou que a diminuição da epidemia do zika no Brasil só ocorreu porque um determinado número de pessoas desenvolveu imunidade capaz de interferir na eficiência da transmissão do vírus.

Fundador da CVC Turismo, Guilherme Paulus anuncia hotel de luxo em São Paulo

Antes sede da DPZ, uma conhecida agência publicitária, o mesmo endereço localizado na capital paulista dará lugar a um hotel-boutique. O idealizador do projeto, o empresário Guilherme Paulus, escolheu o local de maneira estratégica. O espaço, presente na Avenida Cidade Jardim, será modificado a fim de receber as instalações da unidade hoteleira. Ao término da obra, o empreendedor abrirá as portas de seu 15º empreendimento no ramo da hotelaria.

A estrutura do hotel-boutique de Guilherme Paulus será formada por mais de 60 apartamentos. O local não será, conforme reportagem da revista Istoé Dinheiro, apenas um espaço de hospedagem. Assim como se verifica em outros empreendimentos de mesma espécie, eventos diversos poderão ser realizados na construção. Isso porque o espaço terá um salão voltado para a organização de eventos, além de área gastronômica e outras peculiaridades. O empresário também tem estudado levar o mesmo padrão hoteleiro para o Rio de Janeiro, lançando uma nova bandeira hoteleira.

A agenda do empreendedor, contudo, não fica restrita ao setor hoteleiro. O segmento da construção civil também é um dos que ele atua diariamente. Proprietário de uma construtora e de uma incorporadora, é conhecido por conseguir interligar os serviços de todas as suas empresas. O turismo sempre foi um dos ramos preferidos de Guilherme Paulus. Logo no começo de sua carreira ele inaugurou a CVC Turismo. Quem vê a atual presença da operadora no mercado não imagina que o começo foi árduo. Os demais negócios do grupo do empresário são desdobramentos do sucesso solidificado ao longo de anos no meio turístico.

A inauguração da CVC Turismo se deu no ano de 1975. Na ocasião, o empresário possuía como público-alvo os trabalhadores presentes na região do ABC Paulista. Isso ocorria em razão da localização adotada para o funcionamento da operadora, estabelecida na cidade de Santo André. Após mais de 40 anos a empresa passou a ser objeto de uma transação de grandes proporções. É importante salientar que a companhia que comprou a organização é de origem estrangeira.

Dessa forma, após uma longa negociação, a operadora foi adquirida pelo Carlyle Group, uma corporação internacional bastante expressiva no segmento turístico global. O ano de ocorrência da transação foi 2009. Guilherme Paulus, por sua vez, não efetuou seu absoluto desligamento daquela que fora sua companhia ao longo de muitas décadas. O empresário modificou sua presença no corpo de executivos da operadora, passando a responder por questões ligadas à presidência do Conselho de Administração. Profundas alterações foram observadas após a diretoria estrangeira entrar em ação, como por exemplo, tornar o capital aberto da bolsa de valores.

Pelo fato de ter chamado a atenção de compradores estrangeiros, resultando em sua compra, a operadora também passou a ser objeto de análise de economistas nacionais. Em uma determinada ocasião, chegou-se a criar a expectativa de um crescimento de até 2 dígitos no lucro alcançado pela CVC. Além disso, representantes da própria companhia anunciaram haver planos de expandir a corporação por todo o país, algo que seria realizado utilizando-se estabelecimentos de grande circulação, por meio da instalação das chamadas unidades móveis.

Compliance: segundo o advogado Fagali, esse é o tema nº1 dos atuais MBAs do Brasil

Se você está pensando em fazer um MBA, é bom ficar informado sobre o assunto. Tópicos como Compliance têm assumido um papel de destaque em discussões nas salas de aula. Para quem ainda não conhece muito bem o termo, Compliance trata-se de um conjunto de ações que visam atender as normas e regras estipuladas pela legislação vigente.

De acordo com Bruno Fagali, advogado atuante na área de Compliance e membro da Fagali Advocacia, o assunto tem se tornado frequente nos cursos de MBA do país devido a uma demanda das empresas brasileiras, que têm buscado cada vez mais profissionais aptos a lidar com qualquer tipo de desafio que as instituições possam vir a enfrentar.

Um exemplo que corrobora a informação acima é o da Fundação Getúlio Vargas, que para se adequar aos novos tempos, tem realizado reuniões periódicas com as empresas para ficar a par do que elas esperam ver nos cursos.

Outro motivo apontado por Fagali pelo assunto estar sendo amplamente debatido nos cursos de MBA é a necessidade encontrada por parte das próprias instituições de ensino que oferecem esse curso em realizar revisões constantes dos conteúdos ministrados em sala de aula, seja por meio da elaboração de novas grades curriculares ou pela atualização de algumas matérias específicas.

O professor Vicente Ferreira, diretor do Instituto Coppead de Administração da UFRJ, é outro especialista que pensa da mesma forma que o advogado Fagali.

Segundo o diretor, grandes instituições de ensino já incorporaram, de forma transversal, debates que tratam sobre responsabilidade ambiental e social e a transparência nas empresas, assuntos esses que, uma vez bem compreendidos, podem afastar ou minimizar os conflitos de governança dentro de um padrão ético mais elevado.

Compliance, portanto, aparece nesse cenário como uma nova questão a ser tratada para a formação de executivos, sendo também fundamental para que esses profissionais estejam a par das mudanças na sociedade, que tanto vêm cobrando das empresas o cumprimento das leis em vigor.

No entanto, não pense você que é algo fácil discutir Compliance em sala de aula. O coordenador do MBA de Marketing Estratégico da ESPM do Rio de Janeiro, Marcelo Boschi, admite que debates relacionados ao Compliance são sempre um desafio grande devido à atualidade do tema e às complexidades que o mesmo pressupõe.

É muito importante que as instituições de ensino que oferecem cursos de MBA estejam atentas para que esse assunto seja tratado de forma multidisciplinar e para que os docentes estejam preparados para discutir a matéria de forma inovadora e integrada ao restante do conteúdo das disciplinas.

Outros assuntos em voga

Ainda de acordo com o especialista em Compliance Bruno Fagali, outros assuntos vêm sendo debatidos em cursos de MBA, como política internacional e nacional, o design thinking, a tecnologia, a inovação e o empreendedorismo, tópico este essencial para o desenvolvimento dos estudantes e também do Brasil.

Para quais profissionais é válido um curso de MBA?

Por meio de um curso de MBA, você poderá receber o título de Master of Business Administration (Mestre em Administração de Negócios), grau acadêmico de pós-graduação Lato Sensu voltado para profissionais que se interessam pelas áreas de gestão de projetos e gestão de empresas.