Segundo cientistas, talvez haja microrganismos no subsolo de Marte.

Para encontrar vida em Marte, os cientistas podem precisar desistir de explorar a superfície e “ir fundo”.

Normalmente, nas notícias que vemos, as missões de Marte em busca de sinais de vida visam a superfície do planeta, em locais onde há sinais de água antiga (um indicador confiável de onde a vida é encontrada na Terra). Mas enquanto nenhuma vida apareceu na superfície de Marte, pode haver uma abundância de marcianos microbianos se reunindo no subsolo, de acordo com pesquisa apresentada em 11 de dezembro na reunião anual da União Geofísica Americana (AGU).

Nas últimas décadas, explorações subterrâneas na Terra revelaram a chamada biosfera profunda – um ambiente subterrâneo repleto de microorganismos. E os cientistas suspeitam que uma zona similarmente rica em biologia também esteja prosperando sob a superfície de Marte.

Bilhões de anos atrás, quando os planetas do nosso sistema solar eram jovens, a superfície de Marte era provavelmente muito semelhante à da Terra, seu vizinho rochoso. Isso mudou quando Marte perdeu seu campo magnético, que o expôs ao bombardeio de radiação intensa que teria tornado a sobrevivência aérea extremamente desafiadora, disse o cientista Michalski.

No entanto, é possível que a vida já estivesse “cozinhando” em Marte antes que isso acontecesse. Os cientistas acreditam que a vida apareceu pela primeira vez na Terra entre 3,8 bilhões e 3,9 bilhões de anos atrás, quando as condições em alguns pontos se assemelhavam aos ambientes hidrotermais atuais – muito parecido com Marte na época. Talvez, a vida tenha surgido em Marte ao mesmo tempo em que estava tomando forma na Terra, mas adaptada exclusivamente à vida subterrânea, disse Michalski.

“A vida poderia ter surgido nesses ambientes hidrotermais e ter sobrevivido no subsolo por um bom tempo”, disse ele.

E se a biosfera profunda da Terra é uma indicação, as comunidades microbianas subterrâneas marcianas poderiam ser excepcionalmente ricas e diversificadas. A biosfera profunda da Terra foi descoberta pela primeira vez há apenas 30 anos, e estimativas desde então sugerem que esses microrganismos que vivem nas profundezas constituem quase metade de toda a vida no planeta, disse Michalski à Live Science.

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