Museus do Vaticano adotam sistema de integração base em Inteligência Artificial

Notícias sobre o universo tecnológico: Os museus Vaticanos vão se utilizar da Inteligência Artificial para auxiliar na conservação das milhares de obras expostas. Construídos na época da Renascença, os museus expõem obras da Igreja Católica Romana e recebem um público de 6 milhões de pessoas anualmente.

Alinhando a necessidade de preservação e a transformação digital, o sistema será utilizados para integrar os serviços dos museus, reforçar a proteção às obras, e a segurança dos visitantes. A tecnologia permite a integração de todas as aplicações e sistemas de seguranças dos museus do Vaticano em uma só plataforma. Dessa forma é possível ter uma visão ampla e completa do que acontece no interior, além de manter uma gestão otimizada do trânsito de visitantes.

Lançado durante a convenção no Vaticano, o sistema está sendo desenvolvido e aperfeiçoado pela pela Minsait, um braço da Indra que é uma das maiores consultorias de transformação digital do planeta. Trata-se de uma grande inovação no campo da prevenção de perdas para os museus.

Toda a rede será conectada através de uma fibra ótica de 20 km de extensão. O intuito é que ela possa abranger todo o sistema de sensores de controle de fluxo, sistemas de vigilância por vídeo, sistemas anti-incêndio, evacuação de pessoas e demais recursos de segurança.

De acordo com Jorge Aguilera, diretor de administração pública da Minsait, o projeto prevê a evolução dos sistemas de segurança dos Museus Vaticanos. “Embora o local já possua um sistema próprio, novas capacidades serão incorporadas utilizando componentes como big dada e inteligência artificial”, ressalta Jorge. Ele completa que o sistema é capaz de realizar uma fazer a análise comportamental de um visitante em específico, controlar o fluxo de pessoas e assegurar a conservação das obras de arte.

Acervo cultural inestimável

O conglomerado de museus reúne instituições culturais tradicionais para os cristãos, as quais contam com acervo rico de antiguidades colecionadas durante séculos. Os museus permitem o acesso à Capela Sistina, local em que visitantes de todo mundo comparecem para contemplar o teto pintado por Michelangelo, uma das principais obras de arte da Renascença italiana.

Jorge enfatiza que a importância cultural e histórica das obras exigem sistemas inteligentes para segurança, preservação e controle do fluxo de pessoas. “É uma problemática comum nos grandes museus. “Eles têm problemas com a conservação das obras e com a gestão de fluxo visitantes” diz o diretor.

Para ele o maior desafio é lidar com com o grande volume de visitantes. Eles serão monitorados por câmeras sensoriais, que entre outras atribuições, permitem identificar o número de pessoas nas salas, bem como seu tempo de permanência. Dessa forma é possível evitar aglomerações e lotação.

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