Cidade suíça de Corippo, para não sumir, tem de virar hotel

Nós, brasileiros, estamos já acostumados com notícias de cidades e até de estados que se pode classificar até como “falidos”, dado o alto endividamento, dadas as contas que não batem, ou seja, um constante déficit. Porém, a realidade de que tratamos aqui, geograficamente falando, está bastante distante de nós, porém, em outros sentidos, não está assim tão diferente. Quem diria que logo a Suíça teria uma cidade passando por dificuldades? Parece algo surreal mesmo, mas isso tem um porquê bem credível: a cidade só possui 12 habitantes!

Como é de se esperar, a cidade de Corippo passa longe de ser alguma capital, sendo mesmo, em verdade, a menor daquele país. Uma nação que, por si só, já é bem menor que a nossa, tendo suas dimensões, a saber, quase iguais às do Estado do Espírito Santo. E é frente a essa realidade de pequenez em dimensões territoriais, que sua dúzia de residentes enfim desistiram da tentativa de aumentar-se o número total de habitantes. A solução, então, foi a de transformá-la em “hotel”, digamos assim, tendo como capacidade umas 26 pessoas por vez.

Como estamos tratando de uma notória decadência dessa cidade, é bastante pertinente trazermos mais detalhes sobre esse processo histórico, visto que não se trata de um fenômeno recente, mas uma situação que vem se agravando há dois séculos. Sim, a saída dos mais jovens daquela área dos Alpes, que acabou ocasionando a situação que destacamos, vem desde o século XIX. E essa saída se dava em função da busca desses jovens pelas cidades grandes, como a própria capital do país e também sua maior cidade, Zurique, que fica a duas horas de viagem dali. Fora Milão também, vale lembrar, que é uma cidade italiana a uma hora e meia, de carro, de Corippo.

Agora, já introduzido o assunto, com direito a curiosidade histórica, tratemos da autoria dessa iniciativa, como o nosso último pormenor: a Fundação Corippo. Nada mais, nada menos que uma organização sem fins lucrativos, logo uma “ONG”, que vem desde a década de 1970,tentando impedir o agravamento da situação em questão. Em suma, tal fundação existe para que seja mantida e revitalizada essa cidadezinha, valorizando não apenas a sua arquitetura histórica, como também algumas das tradições locais.

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