Pantanal mato-grossense recebe esgoto e detritos de várias cidades do estado

O Pantanal mato-grossense está recebendo detritos e esgoto de treze municípios que ficam nas margens do Rio Cuiabá, fazendo com que uma das mais importantes reservas mundiais de água doce, esteja correndo um grave risco por causa da poluição.

Essa região tem apresentado lixos como ventiladores e sofás, apresentando uma paisagem bem diferente do que esperamos encontrar no Pantanal. Um verdadeiro crime com a rica natureza da região, ameaçando os animais que vivem ali.

Um pescador esclarece que a impressão que fica, é de que os moradores da região que provocam essa situação, mas esses detritos vêm pelo Rio Cuiabá da área urbana, que passa pela capital e carrega consigo o lixo descartado de forma errada e também o esgoto da cidade. São milhares de detritos que poluem a água, como garrafas pet, capacete, bolas e inseticidas, e vários outros dejetos estão fazendo parte desse triste cenário.

Toda essa região do Pantanal possui muita água, já que ela é considerada a principal  planície alagável do mundo,  com cerca de 155.000 km² de extensão. Isso equivale ao tamanho dos estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro juntos. Mas toda essa poluição vem crescendo aos poucos, destruindo a natureza graças à poluição ocasionada pelo ser humano.

Depois que a região metropolitana da capital mato-grossense ficar sem chuva por mais de oitenta dias, agora é uma época que chove diariamente. Isso acaba fazendo com que os rios fiquem cheios, levando o que ficou aglomerado em suas margens para as suas águas. Esses detritos são levados para as bacias que abastecem a região do Pantanal, onde diariamente chegam cerca de uma tonelada e meia de dejetos.

Outro problema é o esgoto do estado, já que somente 25% dele é tratado, de acordo com informações dadas pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso. A maior parte dos outros 75%, tem como destino os rios que constituem a região do Pantanal. A consequência desse impacto sobre o meio ambiente e os investimentos necessários vão ser levantados pela Secretaria do Meio Ambiente.

Carlos Fávaro, secretário do Meio Ambiente, declarou que o estado está investindo R$ 7 milhões pelo controle de qualidade da água e pelo pró-gestão, procurando descobrir o tamanho deste impacto na natureza e visa também procurar uma solução para esse problema. Atualmente, somente atividades voluntárias estão tentando limpar as águas dos rios na região do Pantanal, segundo Jean Pelicciari, responsável pela ONG Teoria Verde.

 

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