Comércio do marfim acaba de ser proibido em território chinês

Acaba de entrar em vigor a proibição envolvendo as negociações de marfim na China, esse que era o primeiro mercado para a venda de presas de elefante feito de forma ilegal no país.

Segundo o Ministério das Florestas chinês, que fez uma declaração através da rede social Weibo, todos os itens relacionados ao marfim e seus derivados, estão com a sua compra e venda proibidas, mesmo sendo feitas por lojas, comerciantes e mercados. A partir de agora, se algum negociante afirmar que possui autorização do governo para fazer a comercialização de marfim, ele estará ludibriado os interessados pela compra do produto e ainda estará infringindo propositadamente a lei do país.

O Ministério das Florestas ainda acrescenta, que este impedimento também inclui o comércio realizado pelas lojas virtuais e os produtos comprados em outros países.

Depois que saiu o primeiro impedimento parcial da negociação dos produtos feitos de marfim, houve uma redução de cerca de 80% nas apreensões dos produtos que entravam em território chinês, segundo a agência oficial da China, Xinhua. Ainda segundo a agência, os valores do marfim em seu estado bruto, tiveram uma redução significativa de cerca de 65%, depois que saiu esse impedimento parcial. Mas a proibição completa só foi comunicada no fim do ano de 2016.

Depois de alguns meses dessa proibição, a agência Xinhua comunicou o encerramento das atividades em 67 lojas e oficinas, que faziam parte do mercado de venda de marfim. Ainda restaram cerca de 105 estabelecimentos, mas foi anunciado o fechamento de todos eles no final de 2017.

O governo chinês tinha anunciado antes a proibição das importações realizadas antes de 1975 de marfim, e também dos produtos feitos com esse material. Esse produto é um item muito precioso em território chinês, podendo custar cerca de US$ 1.100 o quilo, já que é visto como um símbolo de poder dentro da sociedade chinesa.

Devido à grande procura na China pelo marfim, milhares de elefantes africanos foram abatidos todos os anos para alimentar esse comércio dentro do território chinês.

De acordo com informações dadas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), a caça proibida reduziu  a população de elefantes africanos  nos últimos dez anos, em 110.000 animais, restando atualmente uma população de cerca de 415.000 elefantes africanos.

 

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