Ricardo Tosto noticia como as empresas têm empregado a arbitragem em processos litigiosos

A demora de tramitação de alguns processos na justiça fez com que uma nova maneira de resolver litígios passasse a ser empregada por várias instituições. Conhecida como arbitragem, é algo cuja popularidade vem crescendo, sobretudo no meio empresarial. O sócio-fundador da advocacia Leite, Tosto e Barros, Ricardo Tosto, destaca que há a diminuição de alguns custos, comparando-se com a maneira tradicional de condução de casos litigiosos, ainda que trate-se de uma diminuição de despesas que possa demorar para ser percebida pelos gestores.

A mediação intraorganizacional é uma das vertentes presentes na arbitragem. Nesse caso, contudo, as empresas resolvem suas disputas corporativas de forma interna. É oportuno, conforme ressalta Ricardo Tosto, que tais instituições capacitem seus próprios funcionários com o objetivo de que estes possam mediar situações antes que aumentem de gravidade. Além disso, o advogado salienta que muitas companhias têm se beneficiado de alguns tipos de assessoria de mediação, onde as organizações optam pela contratação de alguém que se especializou em atuar como mediador.

Alguns softwares têm substituído a presença de profissionais no momento da arbitragem. O emprego da tecnologia, entretanto, torna-se um meio ainda mais célere de se resolver litígios, pontua Ricardo Tosto. Com isso, as empresas podem se valer de consultas em bancos de dados específicos, ao passo em que conseguem concluir algumas disputas obtendo respostas geradas automaticamente pelos sistemas.

Para os casos em que um encontro entre as partes pode resultar em algum modo de constrangimento, ainda que involuntário, os recursos tecnológicos conseguem evitar que isso ocorra, já que funcionam remotamente. Pelo fato de conseguir possibilitar a eliminação de quase todos os entraves ocasionados pela burocracia, a tecnologia acaba por favorecer uma diminuição do tempo empregado nas negociações entre os envolvidos, principalmente em relação aos casos de disputas empresariais, ressalta o sócio da Leite, Tosto e Barros.

Apesar da arbitragem oferecer um grande número de benefícios às empresas, Ricardo Tosto alerta para a maneira como as instituições lidam com esses processos envolvendo mediações. Para que as ações mediadoras não se incorporem à rotina das companhias de forma a serem encaradas como apenas uma nova forma de burocracia, o advogado destaca que é importante que se treinem os colaboradores adequadamente. A agilidade nos processos que são conduzidos através da atuação de um mediador, conforme informa o empresário do meio jurídico, é algo que decorre da extinção de alguns trâmites burocráticos dispensáveis. Caso contrário, essa modalidade de negociação pode perder a sua eficácia, necessitando de maiores prazos até que os conflitos sejam realmente solucionados.

Ricardo Tosto elucida que a arbitragem é uma modalidade de mediação que ainda encontra resistências por parte de alguns gestores. O líder da Leite, Tosto e Barros aponta para o fato de que boa parte dos administradores, no afã de cortarem custos, acabam avaliando equivocadamente a implantação do serviço como algo oneroso. Outras instituições, por sua vez, já conseguiram perceber as vantagens decorrentes do emprego de mediadores em suas rotinas. Dessa forma, o advogado conclui informando que é preciso que as corporações estejam atentas para a redução de tempo de tramitação dos processos conduzidos dessa maneira.

 

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