Grupos ambientalistas entram na justiça contra a Noruega por conceder exploração petrolífera na região do Ártico

A Noruega está sendo processada por associações ambientalistas, devido à uma situação envolvendo uma permissão para fazer uma exploração de petróleo, em uma região localizada no Ártico. O julgamento está sendo realizado em um tribunal na capital da Noruega, na cidade de Oslo.

Os principais responsáveis por essa ação são o Greenpeace e uma associação da Noruega chamada Natur og Ungdom, onde eles desejam a anulação das dez concessões dadas pelo governo no ano passado, para a exploração no mar de Barents, que fica localizado no norte do território norueguês.

Essas associações acreditam que essas autorizações para as explorações estão descumprindo o Acordo de Paris, além de certos trechos da Constituição norueguesa, que foi alterada recentemente e que assegura direitos a um meio ambiente mais saudável para os habitantes do país.

A advogada das organizações, Cathrine Hambro, em suas primeiras considerações no tribunal, fez um pedido para que a Justiça estabeleça se a resolução de permitir que se façam explorações de petróleo nessa região, se estão de acordo com as orientações existentes para determinar se essas decisões podem gerar resultados catastróficos, como por exemplo, um derramamento de óleo na região.

O advogado de defesa, Fredrik Sejersted, explica que o governo assegura que essas concessões foram dadas depois de um estudo minucioso, e que as condições estão baseadas nos padrões mais exigentes estabelecidos pela Constituição do país, em questões que estão relacionadas com o meio ambiente.

Esta é a primeira vez que um país é processado por ser suspeito de infringir  o Acordo de Paris de 2015,  mas que só começou a vigorar em 2016.

Esse acordo foi firmado durante a realização da COP21 ( 21ª Conferência das Nações Unidas sobre o clima), que aconteceu em Paris há dois anos. Esse acordo tem como principal meta, conseguir evitar o aumento do aquecimento do planeta, sendo que ele já teve a ratificação de mais de 140 nações, e a Noruega foi uma das primeiras nações que ratificou o acordo.

Os lucros do petróleo norueguês estão em queda, sendo que a produção bruta diminuiu em 50% desde 2001, e a região situada no Ártico ainda não teve nenhuma exploração na área petrolífera.

Devido à essa situação a Noruega autorizou em 2016, dez concessões de exploração para treze companhias de petróleo, sendo que uma delas é a estatal de petróleo norueguesa Statoil.

 

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