Antibiótico dado a animais podem estar criando superbactéria

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Já faz algum tempo que a compra de antibióticos é condicionada a uma autorização médica, em forma de receita. Por mais que essa lei seja constantemente burlada, segundo os médicos esse controle é muito importante, pois é imprescindível que o paciente consuma o remédio correto e respeite exatamente o tempo designado para o tratamento. Do contrario, as bactérias podem evoluir numa velocidade mais rápida que a ciência consegue produzir remédios para combatê-los, e o cenário pode ficar caótico.

O maior perigo é a criação de superbactérias imunes à medicação atual. No entanto, por mais que exista esse cuidado e mesmo que as pessoas respeitem consumir de forma correta, atualmente tem acontecido algo perturbador. Os animais também tomam antibióticos para combater doenças e para obter mais peso. Muitas vezes esse uso é irregular, e esses animais podem estar criando super micro-organismos, que as pessoas irão consumir.

Foi publicado recentemente na revista Science, uma pesquisa realizada por um grupo de pesquisadores preocupados com o uso irrestrito desses medicamentos no trato de animais. Os resultados são alarmantes. A pesquisa é destrinchada em detalhes na publicação e os pesquisadores fornecem dicas para que esses antibióticos sejam reduzidos na alimentação desses animais.

“A ideia de conduzir o estudo veio após uma reunião de alto nível sobre resistência antimicrobiana (AMR, pela sigla em inglês) ocorrida no ano passado, na Assembleia Geral da ONU, que foi seguida por uma declaração. Nela, as Nações Unidas pedem aos estados-membros que tomem ações sobre AMR” declarou Thomas Van Boeckel, um dos responsáveis por esse trabalho. .

Thomas e os demais pesquisadores analisaram que há 4 anos, o uso já ultrapassava 130 mil toneladas de antibióticos, eles disseram que daqui a 13 anos, se esse ritmo continuar, a alimentação desses animais estará recebendo uma carga que ultrapassara 190 mil toneladas de antibióticos, um acréscimo que supera 50%.

Ramanan Laxminarayan, outro autor da pesquisa, explicou que esse medicamento esta sendo usado para substituir cuidados com boa nutrição e higiene na agropecuária. Ele disse que tal comportamento é insustentável, e pode por em risco a eficácia dos antibióticos atuais.

 

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