Ministro da Cultura reúne-se com representantes de empresas de TV por assinatura

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, reuniu-se com representantes da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura – ABTA para falar sobre a necessidade de revisão dos normativos de regulação da atividade audiovisual no Brasil. O encontro aconteceu na manhã do dia 31 de agosto e fez parte da agenda oficial do dirigente, que cumpriu uma série de compromissos na cidade de São Paulo.

Anteriormente, ao manifestar-se publicamente, o ministro deixou claro que as questões regulatórias terão proeminência em sua atuação à frente da pasta. Incluem-se entre suas maiores preocupações o combate à pirataria, a criação de um marco legal que trate das atividades de comercialização de Vídeo sob Demanda – VOD (a sigla refere-se à expressão em inglês Vídeo on Demand), além do estabelecimento de uma Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional – Condecine, com incidência sobre os lucros da prestação de serviços de VOD.

Durante o encontro com os executivos da ABTA, Sérgio Sá Leitão ouviu a respeito da situação em que se encontra o mercado de televisão por assinatura no país e também conheceu as demandas dos empresários do setor.

O ministro foi informado, por exemplo, de que a quantidade de assinaturas distribuídas entre os diversos pacotes oferecidos no Brasil alcançou a marca de 18 milhões durante o segundo trimestre de 2017. Desse total, 58% utilizam o serviço via satélite, enquanto que os outros 42% são atendidos via cabo. Um aspecto curioso apontado pelos empresários foi a constatação de que os custos envolvidos com o deslocamento das pessoas têm desempenhado papel importante na opção pela programação das televisões por assinatura como fonte de lazer e entretenimento das famílias. Pesquisa encomendada pela ABTA revelou que ficar em casa para se divertir tem apresentado uma relação vantajosa de custo sobre benefício, especialmente nas classes C, D e E.

Ao falar sobre a reunião, o ministro enfatizou a importância de que ele, como gestor público ligado à área da cultura, aproveite bem todas as oportunidades que surgirem para estar ao lado dos principais envolvidos com o tema no país. Segundo ele, o dirigente não deve exercer suas funções encastelado, decidindo a partir de impressões a priori, muitas vezes dissociadas da realidade.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *