Conferência em Portugal aborda os custos da medicina do futuro – com Felipe Montoro Jens

Quem pagará a saúde do futuro foi um dos pontos de discussão da conferência “Seguros: Desafios na Saúde”, organizada pelo Expresso e pela Tranquilidade/Açoreana Seguros, e promovido pela AdvanceCare –  no dia 21 de junho, em Lisboa. Quem reporta o assunto é o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

“As despesas de saúde continuam a crescer sempre acima do PIB [Produto Interno Bruto]. Neste momento, gastamos 7% do PIB [de Portugal]. E agora caminhamos para que os cuidados de saúde sejam cada vez mais personalizados e prestados de forma digital e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tem como providenciar isso, pelo menos sozinho”, ressaltou o ex-ministro da Saúde em Portugal, Luís Filipe Pereira, durante a conferência.

Felipe Montoro Jens salienta que médicos online e ao domicílio, videoassistência, e-receitas, portais digitais, marcações de consultas no telemóvel, simuladores online de custos de cirurgias, rankings de unidades de saúde por especialidade, equipamentos e máquinas de diagnóstico robotizadas, são alguns exemplos do que é a chamada saúde do futuro. E, segundo Luís Filipe Pereira, ela precisará ser cofinanciada pelo poder público e pelo poder privado.

“Defendo um Sistema de Saúde Nacional, ou seja, abrir o SNS à iniciativa privada e social […] O Estado deve assumir-se mais como regulador do que como prestador dos serviços. Não tem de providenciar todos os cuidados de saúde. Pode contratá-los junto aos privados”, pondera o ex-ministro da Saúde.

O especialista, Felipe Montoro Jens, destaca que quem também participou da mesa de debate da conferência em Portugal foi o presidente do Conselho de Administração do Hospital das Lusíadas, José Carlos Magalhães. Para ele, “o Estado pode contratar seguradoras pagas por si, permitindo aos cidadãos usar o SNS ou o privado”. Magalhães ainda acentuou: “Nós não somos competidores, somos parceiros. O bem-estar do paciente é o mais importante e não importa como lá chegamos”.

Outro ponto levantado no evento do dia 21 de junho foi a liberdade de escolha do usuário do serviço de saúde – como por exemplo, “não ter de ir só ao hospital da sua área”, citou Luís Filipe Pereira. Na conferência, o ex-ministro da Saúde em Portugal ainda acrescentou que a falta de liberdade de escolha e de acesso aos cuidados de saúde tem sido um dos grandes problemas do setor no país. Para ele, essa é uma das razões pelas quais surgem cada vez mais pessoas que preferem pagar seguros para ter acesso a unidades privadas em vez de usar o SNS, que é gratuito, destaca Felipe Montoro Jens.

Outras duas personalidades também compartilham da opinião de Luís Filipe Pereira – o presidente do Conselho José Carlos Magalhães e o administrador da AdvanceCare, Luís Drummond Borges. O especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens, reporta que ambos acreditam que dar mais liberdade de escolha é essencial para o sistema de saúde em Portugal funcionar melhor.

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